Apesarde só aniversariar em maio, o técnico Vanderlei Luxemburgo parece estar em pleno "inferno astral". Não bastasse a sua permanência à frente do time do Flamengo depender da classificação do clube na segunda fase da Libertadores, ele acaba de ganhar mais um motivo de preocupação extra-campo.
Em decisão publicada na segunda-feira, a juíza Karla Nanci Granado, substituta na 6ª Vara Federal criminal, decidiu intimá-lo a depor sobre um empréstimo que o presidente do Nova Iguaçu Futebol Clube, Jânio Moraes, alega ter recebido dele.
O dinheiro, repassado em 1996, tria sido usado para tentar sanear as finanças da Indústria e Comércio de Roupas Franco Brasileira S.A., que o presidente do clube, como contador profissional, ajudava administrar. Moraes e os donos da empresa Henri Bueno e sua filha Monique estão sendo processados por crime contra a ordem tributária. São acusados de omitirem nas declarações à Receita Federal receitas escrituradas nos livros da empresa, como empréstimos, segundo consta no site da Justiça Federal.
O procurador da República José Guilherme Ferraz da Costa, que incluiu Moraes entre os réus do processo, diz que eles também lançaram como despesas pagamentos de encargos que não estão totalmente comprovados. Com isto, reduziram os impostos a pagar. O débito que o fisco está cobrando da empresa monta a cerca de R$ 380 mil.
O valor do empréstimo não foi divulgado. Como o processo tem informações fiscais dos acusados, Lance! não conseguiu acessar os autos para verificar este montante. Teriam sido, segundo uma fonte, em torno de R$ 400 mil.
Foi Moraes que ao depor, ainda como testemunha do caso, levou o nome do técnico rubro negro para o imbróglio jurídico. Como os auditores da Receita não encontraram documentos do alegado empréstimo bancário, Moraes ao depor explicou que o dinheiro, na verdade, veio do seu amigo pessoal. Em sua defesa preliminar ele garantiu “que tudo foi realizado dentro da legalidade, com depósito identificado e pagamentos com cheques da empresa”.
A serem verdadeiras tais informações, Luxemburgo não terá maiores problemas além do trabalho de comparecer em juízo em data e hora ainda a serem marcados. Não foi seu amigo que o arrolou para depor, mas a juíza que decidiu convocá-lo como testemunha do juízo. O único problema que pode surgir é caso a negociação financeira tenha sido feita por baixo do pano, sem declaração à Receita Federal. Neste caso, o técnico poderá acabar se enrolando com o Fisco.
Fonte: Lance Net






























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