A pedido da reportagem do UOL Esporte, Antônio Mello, preparador físico do Rubro-Negro, analisou uma das principais críticas da torcida em relação ao desempenho do time. Muitos consideram a equipe lenta. Por isso, jogadas de contra-ataque e pegando a defesa adversária em velocidade são cada vez mais raras. O profissional concordou com a observação, porém, fez algumas ressalvas.
“O torcedor está ansioso pelo resultado e quer um time rápido. Posso garantir que a equipe não mudou nada do início do ano para agora. O Flamengo não é um time veloz. Os jogadores são condicionados, mas a característica principal é a de cadenciar, uma coisa lenta mesmo. Mas não podemos confundir o trabalho físico com a velocidade. É questão de genética, característica de cada um”, explicou, acrescentando.
“O nosso momento físico é muito bom. É lógico que o ideal seria ter um time de alta velocidade e técnica, mas é difícil chegar nisso. Temos muita técnica e procuramos desenvolver o que podemos de velocidade”.
Com boa parte dos jogadores acima dos 30 anos, casos de Ronaldinho, Renato Abreu, Léo Moura e Deivid, o preparador físico considera o trabalho positivo. Entretanto, não esconde a preocupação com os “vovôs do elenco”.
“Estou surpreso com o rendimento em uma reta final. Quase não tivemos lesões musculares durante o ano. Estou tomando cuidado com o time inteiro. É a hora de ter cautela principalmente com os mais velhos, que sofrem muito com a sequência de jogos. O Ronaldo, Léo Moura, Angelim, Renato, Deivid, Maldonado, Alex Silva... São os jogadores mais sofridos pelo futebol. Eles foram castigados pelo esporte ao longo do tempo”, finalizou.
Sem utilizar o elenco inteiro, Antônio Mello deu o exemplo da divisão física do time do Flamengo .Apenas oito jogadores têm a característica de velocidade, o que pode ser considerado abaixo do ideal no futebol moderno e um dos motivos determinantes para a oscilação constante da equipe na competição.
Fonte: UolEsporte






























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