No Flamengo, o discurso sobre a compra de Thiago Neves, para além de otimista, é incisivo: "está quase tudo resolvido", garantem os cartolas. Mas, na Arábia Saudita, a postura do Al Hilal é incisiva no sentido oposto. Em conversa por telefone com o Jogo Extra, o gerente de futebol do clube, o ex-jogador Sami Al Jaber, anuncia sobre a venda do jogador: "é pegar ou largar".
— Não aceitamos ainda a proposta do Flamengo, vamos conversar na próxima semana — adianta Al Jaber,
que não quis entrar em detalhes sobre os valores oferecidos. Sem, no entanto, deixar de fazer o alerta: — Sempre negociamos os jogadores à vista, e não concordamos que o Flamengo pague uma parte agora e o resto depois. Nós somos um clube profissional, com responsabilidades, e se quiserem o Thiago Neves, que paguem o que queremos à vista.
O dirigente árabe, inclusive, ressaltou que a vontade do Al Hilal é contar com o jogador em 2012, e que ofertas não faltam:
— Recebemos várias propostas: do Qatar, de Dubai... Adoramos o Thiago Neves, deixou uma ótima imagem não só na Arábia, mas no Oriente Médio inteiro. É um grande jogador com o qual queremos contar, como uma equipe grande. E, se não houver acerto com o Flamengo, esperamos o Thiago em janeiro.
Já o empresário de Thiago Neves, Leo Rabello, mantém postura confiante:
— O Flamengo já confirmou a operação financeira, e o clube acabará aceitando o parcelamento. O Flamengo aumentou o valor das parcelas da proposta inicial, para chegar a um meio-termo do que pediram. Mas nunca teve nada de pagamento à vista. O negócio não será um problema.
A longa novela do camisa 7
O Al Hilal contratou Thiago Neves no começo de 2009 e ainda detém 90% dos direitos federativos do jogador, emprestado ao Flamengo até dezembro. Para adquiri-lo, o Rubro-negro — que já é dono de 10% do jogador e possui prioridade na compra — precisa desembolsar cerca de R$ 18 milhões (quer fazê-lo em parcelas), mas se enquadrar nas exigências do clube árabe.
Como afirmou Sami Al Jaber, que não economizou nos elogios a Thiago Neves, a intenção dos árabes é contar novamente com o jogador — que, no primeiro semestre de 2009, atuou por empréstimo no
Fluminense. Mas pesa, na negociação, a vontade do camisa 7 de permanecer no Brasil para seguir com oportunidades na seleção brasileira:
— Temos que considerar que a vontade do jogador é ficar no Brasil para se manter com chances na seleção
— admite Al Jaber. — Mas nós queremos que volte, marcou muitos gols com a gente.





























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